domingo, 24 de maio de 2009

227.



O rumo da vida já o perdi. Mas pior que isso foi perder o sentido dela. Pior que não saber para onde caminho, é não saber para onde quero caminhar. Perder os objectivos à vida é sentirmo-nos vazios e os meus objectivos, agora sei, que à muito estavam desaparecidos. As máscaras todas que tinha por cima dos meus dias ajudavam-me a ver que afinal havia razões. Mas abrir os olhos traz disto.
Quando me contaram que o amor era o sentido da vida, eu devia de ter acreditado. Pois é mesmo. O amor enche-nos de alegria para sorrirmos e dor para sentirmos que estamos vivos. A ausência dele enche-nos de asperidade.

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