terça-feira, 12 de agosto de 2008

32. beijo

Não posso deixar de sentir-te na memória das mãos. Vou ficar a despir-te e talvez ouça rir-te nas paredes, no chão. Não posso mentir que as lágrimas são saudades do beijo, vou ficar mais despido que um corpo vencido, perdido em desejo.
Quero que saibas que sem ti não há lua, nem as árvores crescem, ou as mãos amanhecem entre as sombras da rua.

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