façamos história das histórias que não temos. falemos de muito com as cabeças cheias de nada. não se trata de coser um vestido a fio de ouro, mas também podia ser algo mais do que comer batatas sujas cruas da terra. não peço o que não alcanço. asas. fama. neptuno. imploro por passos mas satisfaço-me com circunferências. a estadia é curta mas o tempo parece longo. a noite faz quente mas tem desespero.
aonde se encontram as
não vou pensar muito, nem me esforçar muito. vou desistir numa fracção e na outra fracção flagelar-me por ser a vergonha de mim. vou comprar alguém que me leve. alguém que me empurre ou mostre.
eu não quero ninguém a pegar-me. ninguém a tomar-me. ninguém a ajudar-me. quero ser eu. mas eu não ser nada. vou ficar no rodopio infinito, neste salto de trampolim. a tentar chutar sonhos contra nuvens, para se desfazerem em meteoritos que eu verei como faíscas.
Sem comentários:
Enviar um comentário