quarta-feira, 22 de julho de 2009

245.



Alguns silêncios deviam de ser calados, algumas palavras deviam de ser ditas. O vazio começa a invadir os nossos olhos, alastrando-se pelos nossos corações. Estes, correm e quebram. Racham e começam a ranger em cada movimento. Deixam de ter reacções rápidas e o pensamento chega primeiro. Não existe mais lugar para o toque ou para o carinho. Tudo é pensado ao milímetro para o mentor sofrimento.

Não me toquem que queima. Não me aqueçam que arde. Os olhos tendem para vermelho e a língua para fel. O vazio é tão grande e verdadeiro que transpira e pede por mais. Ele pede por mais, alcança toda a parte e ocupa todo o espaço do sensível.


As palavras são ásperas e rasgam o papel onde escrevo, a emoção é tanta que a caneta borra o desenho. Já não consigo mais e acabo por adormecer, entre fragmentos do dia que vivi.

4 comentários:

  1. são as coisas que não andam a correr como de planeado :x

    quanto á gripe a, eu estou mesmo com a mania de lavar as mãos em todo o lado e de ter cuidado onde por as mãos, pareço maluca xD

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  2. O vazio de viver é uma das piores condições que se podem passar.

    gosto de orações budistas, são geralmente acompanhadas por bons instrumentos.

    "Diário de sonhos, guarda no tempo a minha memória, preserva na escrita os meus sonhos a minha história.
    Na tua áspera qualidade rasgam pelo espaço gritos e palavras,(...)" estrato de um texto meu , achei engraçada a semelhança .

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  3. Palavras que nos rasgam. Muitos parabéns :)

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