quinta-feira, 7 de maio de 2009

214.


Conta-me de que és feito. Eu trago muitos pedaços quebrados, alguns têm o teu nome. Alguns têm o meu. Alguns são nossos e outros perderam-se. Queria guardar-te e trazer-te sempre comigo, ter-te como porto seguro e saber que és sempre o meu ponto-de-rebuçado. Mas o futuro é incerto. Nós somos efémeros. Somos seres egoístas que desprezamos qualquer um. Esquecemos amigos e amores, fazemos tropeçarias a quem é nosso querido e nunca estamos satisfeitos. Somos insaciavelmente imperfeitos.
Efémeros. Quebrados.

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