"Anda daí, vem sentar-te na Lua comigo. Imagina o trabalhão que tive, agarrei uma estrela só para ti. Somos amigos há tantos anos, muitos mais do que aqueles que já vivemos. (...)
Talvez a nossa amizade venha de outro tempo, um tempo sem tempo, uma existência eterna e paralela onde tu também tens dezoito anos e todas as noites podemos subir à Lua e apanhar estrelas, agora tão fugidias. A tecnologia tornou-as mais rápidas e são muito difíceis de apanhar. Mas por ti, por tudo o que me ensinaste, por tudo o que já vivemos - ainda que em sonhos - por tudo o que aprendi a ser contigo, por ti, eu apanho as estrelas que for preciso.
Anda daí, vem sentar-te comigo. Nunca faz frio cá em cima (...). Negociei um lugar cativo com o patrocinador oficial, assim podemos ir lá todas as noites, se quiseres, se puderes, se tiveres tempo e vontade, tu que andas sempre a correr contra o tempo, contra os comboios, contra quem está contra ti.
Não sei se também serei escritor um dia. Sonho com isso, mas faz-me impressão ver-te todos os dias, fechada, a lutar contra o silencio, contra as palavras, contra o teu coração. Falta-te a respiração do mar, uma existência serena, a capacidade de desligar. Falta-te tempo e energia. Mas nunca te hão-de faltar os verdadeiros amigos, como eu.
Nem sempre conseguimos encontrar-nos no momento presente, nem sempre tens tempo para mim, mas sei que posso contar contigo, que, num momento de crise, estarás ao meu lado, que voltarás sempre, porque se a vida é um eterno regresso a casa, a amizade é um amor eterno.
Vá lá, anda daí, vamos os dois um bocadinho à Lua. Quando voltarmos à terra estarás mais bela e mais feliz. Acredita que o tempo em que estamos com aqueles que nos querem bem é sempre um tempo ganho, como quem acumula pontos de felicidade para o futuro. Seja na lua, ou cá em baixo entre os homens - tanto faz o tempo e o lugar - o que conta é o modo de ser e de amar."
Talvez a nossa amizade venha de outro tempo, um tempo sem tempo, uma existência eterna e paralela onde tu também tens dezoito anos e todas as noites podemos subir à Lua e apanhar estrelas, agora tão fugidias. A tecnologia tornou-as mais rápidas e são muito difíceis de apanhar. Mas por ti, por tudo o que me ensinaste, por tudo o que já vivemos - ainda que em sonhos - por tudo o que aprendi a ser contigo, por ti, eu apanho as estrelas que for preciso.
Anda daí, vem sentar-te comigo. Nunca faz frio cá em cima (...). Negociei um lugar cativo com o patrocinador oficial, assim podemos ir lá todas as noites, se quiseres, se puderes, se tiveres tempo e vontade, tu que andas sempre a correr contra o tempo, contra os comboios, contra quem está contra ti.
Não sei se também serei escritor um dia. Sonho com isso, mas faz-me impressão ver-te todos os dias, fechada, a lutar contra o silencio, contra as palavras, contra o teu coração. Falta-te a respiração do mar, uma existência serena, a capacidade de desligar. Falta-te tempo e energia. Mas nunca te hão-de faltar os verdadeiros amigos, como eu.
Nem sempre conseguimos encontrar-nos no momento presente, nem sempre tens tempo para mim, mas sei que posso contar contigo, que, num momento de crise, estarás ao meu lado, que voltarás sempre, porque se a vida é um eterno regresso a casa, a amizade é um amor eterno.
Vá lá, anda daí, vamos os dois um bocadinho à Lua. Quando voltarmos à terra estarás mais bela e mais feliz. Acredita que o tempo em que estamos com aqueles que nos querem bem é sempre um tempo ganho, como quem acumula pontos de felicidade para o futuro. Seja na lua, ou cá em baixo entre os homens - tanto faz o tempo e o lugar - o que conta é o modo de ser e de amar."

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