sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

144.


"- Houve milhões de lugares aonde me recusei a ir quando a Maureen morreu. Costumávamos dar passeios nos jardins botânicos todos os domingos, e eu não conseguia lá voltar depois de a ter perdido. Havia um milhão de pequenas recordações contidas em cada flor, e cada árvore que ali crescia. O banco onde nos costumávamos sentar, a árvore preferida dela, o seu canteiro de rosas preferido, todas as coisas ali me faziam recordá-la.
- E voltaste lá?

- Há alguns meses. Foi uma coisa difícil de fazer, mas fi-la, e agora volto lá todos os domingos de novo. Tens de enfrentar as coisas, Holly, e pensar nas coisas de maneira positiva. Eu disse para mim próprio, aqui é um lugar onde costumavamos rir os dois, chorar, discutir e quando se volta lá e se recorda todos aquele tempos maravilhosos, sentimo-nos mais perto deles. Podes celebrar o amor que tiveste em vez de te esconder dele. Algumas pessoas passam a vida inteira à procura, e nunca encontram a sua alma gémea. Nunca encontram. Tu e eu encontrámos, só que aconteceu ficarmos juntos por um pequeno período de tempo. Isto é triste, mas é a vida! Por isso, vai a esse baile, Holly, e abraça o facto de que tu tiveste alguém que amaste e que te correspondia no amor, e passaram juntos longos anos maravilhos. Abraça-os.
(...)

Holly precisava de dar paz ao fantasma de Gerry que a assombrava, mas manter viva a memória.

Ainda havia vida para ela depois da morte dele.
"
p.s. - eu amo-te

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