Expliquem-me qual é a euforia de um ano novo. Expliquem-me mesmo, que eu ainda não cheguei lá. Festejamos de forma estúpida, fazemos desejos parvos que queremos que se concretizem (muitas vezes chegamos a pedi-los e pensamos que comer as passas chega, o resto faz-se por magia). As coisas só acontecem por nossa vontade e esta não aparece por obra de espírito santo na passagem de 31 de Dezembro de 2008 para 1 de Janeiro de 2009. Se me apetecer, mudo a minha vida no dia 15 de Maio de 2009 ou no dia 29 de Novembro, faz alguma diferença?
Também não é pelo ano acabar que vou fazer uma retrospectiva de tudo, que estupidez. Para que vou falar de tudo o que me aconteceu hoje, necessariamente. Porque não falo noutra altura? Não é por iniciar um novo ano que as coisas vão sumir do mapa e vamos começar tudo de novo. Temos de continuar a dar passos no terreno sujo por nós, com ou sem ano novo. Hoje tenho um problema e no novo ano vou ter que continuar a vive-lo. Vou ser a mesma pessoa, com os mesmos medos e sem os mesmos objectivos. Passei este ano a ir a escola e iniciei o 10º ano de Artes e agora, com o novo ano, vou ter que continuar o meu percurso até ter o meu emprego. E muitos anos vão passar assim, muitos mesmo. Muitos anos e muitos dias.
Qual ano novo, vida nova qual carapuça. Mas vou-me juntar ao rebanho e aproveitar a passagem do ano para estar com as minhas melhores amigas, o que já é muito bom para iniciar o 2009 e continuar a vida.
Já agora, se festejamos o ano novo. Porque não festejamos o dia novo? Todos os dias devíamos de festejar os dias que vivemos, porque nunca mais vamos viver nenhum 5 de Fevereiro de 2009 ou nenhum 20 de Setembro de 2009, ou nenhum qualquer dia possível imaginário. Hoje é dia 30 de Dezembro de 2008 e se fosse quem inventou a passagem do ano, estaria a fazer a passagem do dia. A festejar este dia e a ansiar o dia de amanhã, um dia que nunca ninguém viveu! (Assim até parece que um dia regular é um dia super importante).
Estava a ter outro pensamento estúpido, mas perdi-o... que pena.
Ah, ja agora, pensando filosoficamente: se somos tão inferiores e medíocres neste planeta e só cá estamos, cada um, em média a viver 80 anos, porque andamos a festejar a passagem do ano? Qualquer outra coisa superior a nós, como as forças do universo, a gravidade ou... sei lá! uma gaita qualquer de que dependamos... é muito mais importante que nós, e não anda para aí a celebrar a torto e a direito ter vivido mais um ano e ir entrar 'num novo rumo', num novo ano.
Já agora, Feliz 2009!
Também não é pelo ano acabar que vou fazer uma retrospectiva de tudo, que estupidez. Para que vou falar de tudo o que me aconteceu hoje, necessariamente. Porque não falo noutra altura? Não é por iniciar um novo ano que as coisas vão sumir do mapa e vamos começar tudo de novo. Temos de continuar a dar passos no terreno sujo por nós, com ou sem ano novo. Hoje tenho um problema e no novo ano vou ter que continuar a vive-lo. Vou ser a mesma pessoa, com os mesmos medos e sem os mesmos objectivos. Passei este ano a ir a escola e iniciei o 10º ano de Artes e agora, com o novo ano, vou ter que continuar o meu percurso até ter o meu emprego. E muitos anos vão passar assim, muitos mesmo. Muitos anos e muitos dias.
Qual ano novo, vida nova qual carapuça. Mas vou-me juntar ao rebanho e aproveitar a passagem do ano para estar com as minhas melhores amigas, o que já é muito bom para iniciar o 2009 e continuar a vida.
Já agora, se festejamos o ano novo. Porque não festejamos o dia novo? Todos os dias devíamos de festejar os dias que vivemos, porque nunca mais vamos viver nenhum 5 de Fevereiro de 2009 ou nenhum 20 de Setembro de 2009, ou nenhum qualquer dia possível imaginário. Hoje é dia 30 de Dezembro de 2008 e se fosse quem inventou a passagem do ano, estaria a fazer a passagem do dia. A festejar este dia e a ansiar o dia de amanhã, um dia que nunca ninguém viveu! (Assim até parece que um dia regular é um dia super importante).
Estava a ter outro pensamento estúpido, mas perdi-o... que pena.
Ah, ja agora, pensando filosoficamente: se somos tão inferiores e medíocres neste planeta e só cá estamos, cada um, em média a viver 80 anos, porque andamos a festejar a passagem do ano? Qualquer outra coisa superior a nós, como as forças do universo, a gravidade ou... sei lá! uma gaita qualquer de que dependamos... é muito mais importante que nós, e não anda para aí a celebrar a torto e a direito ter vivido mais um ano e ir entrar 'num novo rumo', num novo ano.
Já agora, Feliz 2009!
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