Tenho tantas capas, tantas capas. Tenho tantos preconceitos, tantos preconceitos. Tenho tantos complexos, tantos complexos. Contem-me qual é a aventura de os tentar desvendar, de tentar entrar em mim e me descobrir. O que há de bom debaixo de mim para descobrir, ou é apenas um jogo a ver quem chega mais fundo. Porque partes sempre, depois de me abrires. Devias de ser a minha capa protectora. Depois de me descascares ficavas comigo e protegias-me do mundo. Não se destapa uma ferida para a deixar a apanhar bactérias. Não se conhece uma pessoa para se partir. Não sou uma aventura, nem um jogo de pistas do tesouro. Ou será que sou, e o prémio é partir o coração. Qualquer dia tranco-me a sete chaves e os bilhetes de viagem acabam.
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