quarta-feira, 23 de julho de 2008
20. Combustão
Qualquer chão que piso não é mais chão. O terreno não é firme e o meu centro gravítico é pequeno e tombo tantas e tantas vezes. Nada é fácil e a confiança em mim é tão escassa. "Se eu não gostar de mim, quem gostará" Pois bem, ninguém gostará. Apagada e intolerante devem ser os melhores adjectivos que me descrevem nestes últimos dias. A futilidade faz-me arder o peito e deixa-me a cuspir raiva. Quanta confiança posso também encontrar em ti? Já não és ninguém. Não são flores que brotam dentro de mim, mas furacões que explodem. É isto que é morrer interiormente. Eu sou corrosiva e tresando a gasolina. Vocês têm o fósforo e eu o isqueiro.
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